Avanços sociais próximos à estagnação

Divulgada na última sexta, a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) de 2012, do IBGE, mostrou que a atual política social do governo se encontra próxima do esgotamento. Por exemplo, o analfabetismo cresceu no País entre 2011 e 2012.

– Os seguidos números ruins do crescimento do PIB mostram que o modelo econômico implantado pelo PT chegou próximo à estagnação.

– A desculpa do governo é que tal modelo, no mínimo, tem como consequência grandes avanços sociais.

– Mas a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) de 2012, do IBGE, mostrou que a atual política social também se encontra próxima ao esgotamento.

– O número mais surpreendente da PNAD, divulgada na última sexta, foi sobre a taxa de analfabetismo dos brasileiros com mais de 15 anos. Registrou-se um índice de 8,7%, maior do que a taxa de 2011, de 8,6%.

– É o primeiro avanço do analfabetismo registrado desde 1997. Em números absolutos, são 13,2 milhões de pessoas no País que não sabem ler. Em números absolutos, a PNAD detectou um aumento de 300 mil analfabetos no Brasil.

– A escassez de mão de obra qualificada estagnou o processo de diminuição da desigualdade. O chamado índice Gini ficou em 0,498 perante ao 0,501 de 2011 (Segundo esse indicador, quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade).

– Uma notícia boa seria a diminuição do desemprego, em 6,1%, o menor patamar desde 2001. Mas como a desigualdade não caiu, é possível concluir que os salários estão cada vez menores ou, no mínimo, estabilizados.

– O governo rebate esse ponto ao lembrar que a PNAD detectou aumento da renda média do brasileiro em 5,8%, de R$ 1.425 para R$ 1.507 entre 2001 e 2012. Porém, se esquece de avisar que no mesmo período a inflação aumentou 5,84%.

– Por outro lado, a PNAD detectou um avanço de 10,8% nos rendimentos dos 1% mais ricos do País, de R$ 17 mil para R$ 18,9 mil mensais. A explicação seria a pressão do mercado por profissionais mais qualificados, que exigem maiores salários, o que não seria por si só negativo.

– Também aumentou a desigualdade entre os homens e mulheres. Em 2011 as mulheres ganhavam R$ 73,7% da renda dos homens. Em 2012 o índice recuou para 72,9%.

– Uma notícia boa, sem dúvida, é a diminuição do trabalho infantil no País. Foram 150 mil crianças e jovens, entre cinco e 17 anos, que deixaram de trabalhar no Brasil.

– Em outros aspectos, o Brasil segue seu ritmo de modernização. São 40,3% os domicílios brasileiros que contam com conexão à internet. Já os lares com máquina de lavar roupa somam 55% do total, frente a 34% em 2003.

– Outro índice curioso é o número de domicílios onde há apenas telefones celulares: 51,4%, uma consequência direta das privatizações ocorridas na era FHC.

– Esse Brasil moderno convive também com o Brasil antigo de 42,9% dos domicílios sem saneamento, de acordo com a PNAD/2012.

– Frente a esses índices e números, no mínimo decepcionantes, a conclusão é inevitável: se o Brasil não mudar o rumo, iremos retroceder tanto na área social como economicamente.